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“Tatuagem não dói, o que dói é o preconceito”

Ok Ok!Confesso que andei “chupando” informações de outros sites. Acredito que nesse começo foi necessário, pois sobre a história da tatuagem não tinha conhecimento algum. Apenas sabia que eram utilizadas em indígenas e a muito tempo atrás.

O tema deste post será relatar um pouco da experiência de ter feito minha primeira tatuagem aos 18 anos, e como li em um dos sites em minha pesquisa, posso dizer: “tatuagem não dói, o que dói é o preconceito”.

Em meados dos anos 90, no Brasil, ainda a tatuagem era vista como um “desenho” para “marcar” pessoas não confiáveis – lembro muito bem que nessa época, em Sorocaba, só havia um studio de tatuagem- e de má índole.

Relatos na internet e de pessoas que convivo, afirmam que a uns 5 ou 6 anos atrás se qualquer pessoa tatuada fosse a algum restaurante, loja ou até quem sabe hospital, essa pessoa era maltratada e vista com maus olhos. E apostando que nos hospitais essas pessoas eram vistas como drogadas ou ex-detentos (a tatuagem é uma das formas dos presos se identificarem dentro das prisões).

Determinadas profissões antigamente (e algumas até hoje, como por exemplo: piloto de avião, bancário, funcionário publico) eram extremamente proibidas de ter tatuagens. Caso a pessoa tivesse, ou não era contrata ou era obrigada a utilizar roupas que as escondessem (caso a tatuagem fosse visível) – me lembro que bem no começo da procura por estágio, fui fazer uma entrevista de regata e com uma das minhas tatuagens visíveis e o entrevistador me disse claramente:”Você só não será contratada por causa da sua tatuagem!”.

A falta de informação e a falta da procura da própria tornavam o assunto cada vez mais misterioso. Agora com a introdução da internet na vida das pessoas e a disseminação de informação, vem tornando cada vez mais fácil entender esse mundo e quem o cultiva.

Hoje em dia qualquer um pode ver pais acompanhando seus filhos para fazer sua primeira tatuagem ou quem sabe um piercing. Deixando claro que a Lei autoriza apenas maiores de 18 anos ou que seus pais os autorizem a fazer qualquer tipo de modificação corporal.

No século 21, os adolescentes deixaram de ser clientes exclusivos, e muito desses pais que os acompanham também fazem algum tipo de modificação.

Estamos evoluindo para uma dissociação da imagem do tatuado para um vândalo. Presenciando uma liberdade de expressão (não total) nunca vista em várias camadas sociais.

Acredito também muito que as feiras de tatuagens vêm facilitando muito o caminho desses artistas – são realmente artistas, pois como podem fazer desenhos perfeitos?Como podem ter a mão tão firme para conseguir traços retos? Essas são algumas das questões que passam na minha cabeça, e uma curiosidade que descobri logo quando comecei a fazer tatuagem. Muitos dos tatuadores começam a “treinar” a tatuagem em porcos, pois a pele do porco é semelhante a nossa.


Curiosidade: Como tatuar um porco?


Ok….essa liberdade de expressão está muito ligada a moda, culto ao corpo e a outras coisas ligadas a beleza. E muitos dos tatuadores dizem que essa quebra de preconceitos e a facilidade de encontrar um bom Studio a cada esquina se deu a mídia, pois cada vez mais vemos na TV, revista ou na internet aquela celebridade com uma tatuagem.

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